Os 50 melhores destinos da América do Sul para você se inspirar

Às vezes, esquecemos o tamanho da riqueza que temos aqui do lado. Os melhores destinos da América do Sul conseguem nos proporcionar geleiras, desertos, salares, ruínas incas, ilhas caribenhas e cidades cheias de personalidade, muitas delas a poucas horas de voo de qualquer capital brasileira.

Por tudo isso e muito mais, resolvi reunir 50 destinos sul-americanos (fora do Brasil, que merece uma lista só para ele) que valem a pena conhecer. Tenho certeza de que muitos deles vão entrar na sua lista de desejos de viagem. 

Confira e se encante!

Como os melhores destinos da América do Sul foram escolhidos

Antes de começarmos, vale destacar que a seleção de melhores destinos da América do Sul não surgiu só da minha cabeça.

Além de indicações pessoais, bebi de fontes que respeito bastante nesse assunto, como o Guia Viajar Melhor e a revista Os Lugares Mais Belos das Américas. Ademais, também entram aqui recomendações que ouvi de quem percorreu alguns desses lugares.

Os 50 melhores destinos da América do Sul (fora do Brasil)

Chegamos na melhor parte!

Apenas um aviso importante antes: ao longo da lista, você vai notar que alguns destinos ficam em países que vivem hoje situações delicadas de instabilidade política. Por isso, viagens podem não ser indicadas no momento.

Nesses casos, vou te contextualizar rapidamente, porque segurança sempre vêm antes de qualquer roteiro. Bora conhecer a seleção?

1. El Calafate

Fim de mundo, começo de espetáculo. 

É assim que eu descreveria essa cidade da Patagônia argentina, porta de entrada para o Glaciar Perito Moreno, um dos poucos glaciares do planeta que ainda está em equilíbrio (ou seja, não está recuando).

Ver de perto essa parede de gelo de mais de 60 metros de altura, ouvindo os estalos que ela emite antes de soltar pedaços enormes na água, é uma daquelas experiências que ficam para sempre. 

Além do glaciar, El Calafate serve de base para quem quer explorar o Parque Nacional Los Glaciares, com direito a passeios de barco entre icebergs e trekking sobre o gelo.

Leia também: Os melhores tours em El Calafate

2. El Chaltén

Se El Calafate é sobre gelo, El Chaltén é sobre montanha. A pequena cidade, também na Patagônia Argentina, é considerada a capital nacional do trekking, com o icônico Monte Fitz Roy dominando o horizonte.

As trilhas saem sempre do centrinho da cidade, sem necessidade de transporte, o que é raro em destinos de montanha. A mais famosa leva até a Laguna de Los Tres, com vista direta para os picos pontiagudos que inspiram até logotipos de marcas de roupa.

Sabe o que é melhor nisso tudo? El Chaltén fica a uma distância curta de El Calafate, então, em uma só viagem é perfeitamente possível unir ambos os destinos. 

3. Ushuaia

Considerada a cidade mais austral do mundo, Ushuaia carrega o apelido de “fim do mundo” com orgulho. Fica na Terra do Fogo, cercada pelo Canal de Beagle e por montanhas nevadas praticamente o ano inteiro.

É dela que parte a maioria dos cruzeiros rumo à Antártida, o que já dá um gostinho de aventura só de estar na cidade. Mas mesmo quem não vai continuar viagem para o continente gelado encontra bastante o que fazer.

O Parque Nacional Tierra del Fuego, os passeios de barco para ver lobos-marinhos e pinguins, e o charme meio robusto, meio aconchegante da cidade fazem valer cada minuto ali.

4. Bariloche

Em Bariloche, arquitetura de inspiração suíça e alemã, lago imenso e montanhas ao redor formam um cenário que encanta em qualquer estação.

No inverno, é um dos principais points de esqui da América do Sul, com o Cerro Catedral como núcleo. No verão, dá lugar a trilhas, passeios de barco pelo Lago Nahuel Huapi e à rota dos Sete Lagos, um dos trajetos mais bonitos da Argentina.

E claro, não dá para falar de Bariloche sem mencionar o chocolate: a cidade é famosa por suas chocolaterias artesanais, um programa e tanto para os dias mais geladinhos.

5. Buenos Aires

A capital argentina é daquelas cidades que conseguem ser, ao mesmo tempo, elegante e boêmia. Bairros como Recoleta e Palermo têm charme europeu, enquanto La Boca e San Telmo pulsam cultura popular, tango e história.

Caminhar pela Avenida 9 de Julio, uma das mais largas do mundo, visitar o Cemitério da Recoleta e assistir a um show de tango ao vivo são programas quase obrigatórios para quem visita a cidade pela primeira vez.

A vida noturna também é um show à parte: bares, milongas e restaurantes que abrem até tarde fazem de Buenos Aires uma cidade que praticamente não dorme (nem em dia de semana, viu?).

6. Mendoza

No sopé da Cordilheira dos Andes, Mendoza é sinônimo de vinho. Mais especificamente, do famoso Malbec Argentino. A região concentra centenas de vinícolas, muitas delas abertas para visitação e degustação.

Além do enoturismo, a cidade é ponto de partida para quem quer contemplar o Aconcágua, a montanha mais alta das Américas, ainda que a escalada até o cume seja reservada para montanhistas experientes.

Praças arborizadas, ruas largas e vida gastronômica pulsante completam o pacote charmoso.

7. Purmamarca

No extremo norte da Argentina, na província de Jujuy, Purmamarca guarda um dos cenários mais fotografados do país: o Cerro de los Siete Colores, uma formação rochosa com faixas de tons que vão do vermelho ao verde, resultado de diferentes sedimentos minerais.

A vila em si já vale a visita, com sua feira de artesanato andino e a igrejinha de Santa Rosa de Lima, datada do século XVIII. Mas é a paisagem ao redor que rouba a cena.

Vale reservar tempo para seguir viagem até Salinas Grandes, um imenso deserto de sal a pouco mais de uma hora dali, completando o roteiro em grande estilo.

8. Cataratas do Iguaçu (lado argentino)

Cataratas do Iguaçu, lado argentino
Foto de Gábor Sz. na Unsplash

Não dá para falar dos melhores destinos da América do Sul sem incluir as Cataratas do Iguaçu. E o Parque Nacional Iguazú merece destaque próprio, já que oferece uma experiência diferente da vista brasileira.

Enquanto do lado do Brasil você tem a visão panorâmica do conjunto, do lado argentino é possível caminhar por passarelas que levam muito perto das quedas.

São mais de 250 saltos ao todo, espalhados por uma extensa área de Mata Atlântica preservada, que também abriga araras, quatis e uma biodiversidade riquíssima. 

Uma boa dica é reservar ao menos um dia inteiro para cada lado da fronteira, já que os circuitos se complementam lindamente

9. Torres del Paine

Um dos parques nacionais mais espetaculares do planeta, Torres del Paine fica na Patagônia Chilena e é famoso por suas torres de granito que dão nome ao local, cercadas por geleiras, lagos de um azul surreal e fauna que inclui guanacos e até pumas.

O parque recebe visitantes do mundo inteiro, principalmente para percorrer o famoso circuito “W”, que leva de 4 a 5 dias e passa pelos principais mirantes da região.

Mesmo quem não pretende encarar dias de caminhada consegue aproveitar demais: boa parte dos pontos mais bonitos, como o Mirante Base Torres, pode ser visitada em passeios de um dia.

10. Deserto do Atacama

Considerado o deserto não polar mais seco do mundo, o Atacama é puro contraste: vales lunares, gêiseres que soltam vapor ao amanhecer, lagoas de um azul intenso e céus tão limpos que a região abriga alguns dos observatórios astronômicos mais importantes do planeta.

A cidade de San Pedro de Atacama serve de base para a maioria dos passeios e também é uma delícia passear por ali.

À noite, o céu do deserto mostra todo o seu esplendor: a baixíssima poluição luminosa transforma a observação de estrelas em um espetáculo à parte. Uma das coisas mais bonitas que já tive a oportunidade de ver.

Leia também: tudo para organizar sua viagem ao Atacama

11. Valle Nevado

Um dos principais centros de esqui da América do Sul, Valle Nevado fica a pouco mais de uma hora de Santiago, já em plena Cordilheira dos Andes, a mais de 3.000 metros de altitude.

A estrutura é voltada tanto para iniciantes quanto para esquiadores costumeiros, com pistas de diferentes níveis e uma paisagem de tirar o fôlego.

Mesmo fora da temporada de neve, a região atrai visitantes pela vista privilegiada da cordilheira, com trilhas e passeios que aproveitam o cenário andino sem a necessidade de equipamento de esqui.

12. Pucón

Pucón é a queridinha da região dos lagos chilena, com o Vulcão Villarrica dominando a paisagem e um leque enorme de atividades na natureza ao redor.

No verão, o Lago Villarrica vira a sensação para esportes aquáticos, enquanto no inverno a cidade se transforma em destino de esqui, com a estação ficando literalmente nas faldas do vulcão.

Entre uma atividade e outra, dá para completar o roteiro com cachoeiras, trilhas em parques nacionais e um centrinho charmoso, cheio de opções de gastronomia para depois de um dia de aventura.

Leia também: guia completo com as melhores atrações de Pucón no verão

13. Valdivia

Cidade universitária no sul do Chile, Valdivia tem um quê diferente de tudo que vimos até aqui: forte influência alemã na arquitetura e na gastronomia, rios que cortam a cidade e uma vida cultural ativa, muito por conta da presença estudantil.

O Mercado Fluvial é parada obrigatória, tanto pela venda de frutos do mar fresquinhos quanto pela quantidade de leões-marinhos que circulam por ali.

Também vale reservar um tempo para conhecer os fortes históricos espalhados pela região, remanescentes da época colonial espanhola, quando Valdivia era um ponto estratégico de defesa contra invasões.

14. Catedral de Mármol

Catedral de Mármol, Chile
raulurzuaCC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

No sul do Chile, dentro do Lago General Carrera, essas formações de mármore esculpidas pela ação da água ao longo de milhares de anos formam cavernas e túneis de tons azulados que parecem de outro planeta.

O acesso é feito de barco ou caiaque, geralmente partindo do povoado de Puerto Río Tranquilo. O resultado visual muda bastante conforme o nível da água e a incidência de luz (de manhã cedo, as cores costumam ficar mais intensas).

É um destino que exige um pouco mais de esforço logístico para chegar, já que fica na remota Carretera Austral, mas que recompensa quem topa a jornada com uma das paisagens mais inesquecíveis do país.

15. Santiago

A capital chilena reúne, num raio relativamente pequeno, montanhas, vinícolas e vida urbana. Do topo do Cerro San Cristóbal ou do Cerro Santa Lucía, dá para ver a cidade inteira emoldurada pela Cordilheira dos Andes ao fundo, um cartão-postal e tanto.

Áreas como Bellavista e Providencia concentram boa parte da vida cultural e gastronômica da cidade, enquanto o centro histórico guarda prédios importantes, como o Palácio de La Moneda, sede do governo chileno.

Santiago também funciona como ponto de partida para outros destinos desta lista, como o Valle Nevado.

Leia também: os melhores passeios de bate e volta saindo de Santiago

16. Chiloé

Um arquipélago no sul do Chile com identidade própria: casas coloridas, igrejas de madeira reconhecidas pela UNESCO e um folclore rico em lendas.

A gastronomia local também merece destaque, com o curanto (um cozido tradicional preparado em buraco na terra, com frutos do mar, carnes e batatas) sendo a experiência culinária mais procurada por quem visita a ilha.

O ritmo por ali é bem mais lento do que no restante do Chile, o que combina com a paisagem de campos verdes, mar cinza-azulado e uma neblina que dá um ar meio místico à região.

17. Ilha de Páscoa

Um dos lugares mais isolados do planeta habitados por seres humanos, a Ilha de Páscoa pertence ao Chile, mas fica a quase 3.700 km de distância do continente, no meio do Oceano Pacífico.

Os famosos moais, estátuas monolíticas esculpidas por volta do século X ao XVI pelo povo Rapa Nui, são o principal atrativo.

Além da arqueologia, a ilha oferece boas praias, mergulho em águas cristalinas e uma cultura viva, com festivais que celebram as tradições polinésias ainda muito presentes entre os moradores.

18. Punta del Este

O reduto de verão mais glamouroso do Uruguai reúne praias badaladas, vida noturna intensa e a escultura La Mano, uma das mais fotografadas do país.

A cidade se divide basicamente entre a Playa Mansa, de mar mais calmo, voltada para a baía, e a Playa Brava, de ondas mais fortes, de frente para o oceano aberto.

Fora de temporada, Punta del Este também rende bons passeios de gastronomia e vinícolas. Ao explorar o local, você ainda se depara com bairros residenciais luxuosos e espaços que parecem ter saído de Miami ou Beverly Hills. 

19. Montevidéu

A capital do Uruguai tem um charme tranquilo, quase provinciano para os padrões de outras capitais sul-americanas. A Rambla, orla que acompanha praticamente toda a extensão marítima da cidade, é ótima para caminhadas, corrida ou apenas contemplação ao entardecer.

O Mercado del Puerto é boa pedida para provar o famoso asado uruguaio, enquanto a Ciudad Vieja guarda prédios históricos e atmosfera boêmia, com bares de tango e livrarias de rua.

Montevidéu também é um ótimo ponto de partida para quem quer completar o roteiro com Colônia del Sacramento e Punta del Este, ambas a pouco tempo de distância.

Leia também: onde ficar em Montevidéu (os melhores bairros e hotéis)

20. Colônia del Sacramento

Fundada pelos portugueses no século XVII, Colônia del Sacramento guarda um dos centros históricos mais bem preservados da América do Sul, reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Suas ruas de pedra irregular, casarões coloniais e o farol que ainda funciona no meio do bairro histórico dão um charme atemporal à cidade.

A proximidade com Buenos Aires (cerca de 1 hora de balsa pelo Rio da Prata) faz de Colônia um destino perfeito tanto para quem está na Argentina quanto para quem já está no Uruguai, sem exigir muito tempo extra de viagem.

Leia também: cidades para conhecer no Uruguai (aproveitando sua ida a Montevidéu)

21. Cabo Polonio

Melhores destinos da América do Sul: Cabo Polonio, no Uruguai
rodolucaCC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Um dos lugares mais peculiares do Uruguai: um pequeno povoado de pescadores sem acesso rodoviário direto, sem energia elétrica constante (boa parte das casas usa geradores ou energia solar) e sem praticamente nenhuma infraestrutura urbana convencional.

O acesso é feito através de veículos 4×4, que atravessam dunas de areia, o que já torna a chegada parte da experiência.

Uma vez lá, o astral é leve e desacelerado, com direito a uma colônia de leões-marinhos que se instala bem perto do farol local.

É o tipo de destino que atrai quem busca desconexão e contato direto com a natureza.

22. Machu Picchu

A cidadela inca mais famosa do mundo dispensa apresentações: erguida por volta de 1450 e mantida praticamente secreta até sua redescoberta em 1911, Machu Picchu é hoje uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno e Patrimônio da Humanidade.

O acesso costuma ser feito a partir de Cusco, seja em um bate e volta de um dia ou, melhor ainda, com pernoite em Águas Calientes, povoado que fica aos pés do sítio arqueológico.

Cada canto das ruínas revela um nível de planejamento urbano impressionante para a época, com terraços agrícolas, templos e observatórios astronômicos perfeitamente encaixados na paisagem montanhosa ao redor.

Leia também: como é o tour de 1 dia em Machu Picchu, saindo de Cusco?

23. Cusco

Antiga capital do Império Inca, Cusco é hoje uma cidade que mistura história pré-colombiana e arquitetura colonial espanhola de um jeito singular.

A Plaza de Armas, cercada de igrejas, é o coração da vida turística da cidade, enquanto o bairro de San Blas, mais alto, reúne ateliês de artistas e uma vista privilegiada.

Vale reservar, no mínimo, uns 3 dias na cidade antes de seguir para Machu Picchu, tanto para se aclimatar à altitude quanto para conhecer sítios arqueológicos próximos.

Leia também: onde se hospedar em Cusco (as melhores dicas e hotéis)

24. Huaraz

Huaraz, Peru

Huaraz é ideal para trekking de montanha na América do Sul, com picos que passam dos 6.000 metros de altitude.

A Laguna 69, de um azul turquesa intenso emoldurado por geleiras, é outra das atrações mais concorridas da região.

Diferente de Cusco, Huaraz ainda é um destino menos massificado, o que atrai principalmente montanhistas em busca de percursos com menos movimento ao redor.

25. Nazca

No deserto costeiro do Peru, as Linhas de Nazca são um dos maiores mistérios arqueológicos do mundo: geoglifos gigantes, representando animais e formas geométricas, traçados no solo entre os anos 500 a.C. e 500 d.C. pela cultura Nazca.

O detalhe impressionante é que essas figuras só podem ser vistas por inteiro do alto, o que faz da observação por sobrevoo panorâmico a forma mais popular de conhecê-las.

Até hoje, os pesquisadores debatem o real propósito dessas figuras (calendário astronômico, rituais religiosos ligados à água…), o que só aumenta o fascínio de quem visita o lugar. 

26. Huacachina

Huacachina, Peru
Foto de Ed Wingate na Unsplash

Um oásis no meio do deserto peruano, cercado por dunas gigantes, a poucos minutos da cidade de Ica. A pequena lagoa central, rodeada de palmeiras, contrasta com o mar de areia ao redor de um jeito quase cinematográfico.

A grande atração por ali é a adrenalina: passeios de buggy pelas dunas, seguidos de sandboard, costumam ser feitos ao entardecer, quando o calor diminui e a luz fica dourada.

É um ótimo destino para combinar com Nazca, já que ambos ficam na mesma região costeira ao sul de Lima.

27. Lima

Lima, Peru
Foto de Aarom Ore na Unsplash

A capital do Peru vem se consolidando como um dos grandes destinos gastronômicos do mundo, com restaurantes reconhecidos internacionalmente.

O bairro de Miraflores, com seus parques à beira do penhasco e de frente para o Oceano Pacífico, é onde a maioria dos visitantes se hospeda, enquanto Barranco, mais colorido, concentra a vida noturna e artística da cidade.

O centro histórico, Patrimônio da UNESCO, guarda construções coloniais imperdíveis, como a Catedral de Lima e o Convento de San Francisco, com suas catacumbas subterrâneas.

28. Arequipa

Conhecida como a Cidade Branca, por conta das construções feitas em sillar, uma pedra vulcânica típica da região, Arequipa fica emoldurada por três vulcões, incluindo o imponente Misti.

O Mosteiro de Santa Catalina, uma verdadeira cidadela dentro da cidade, com ruas coloridas e claustros centenários, é a principal atração histórica.

Arequipa também é porta de entrada para o Canyon del Colca, um dos cânions mais profundos do mundo, onde é possível avistar o condor-dos-andes voando bem de perto.

29. Máncora

Máncora, Peru
AlCortésCC BY 2.0, via Wikimedia Commons

Enquanto boa parte do litoral peruano tem água fria, Máncora, no extremo norte, é a exceção: praias de água morna, boas ondas para surf e um clima de vila praiana descontraída.

A cidade atrai tanto surfistas quanto quem busca só relaxar, com boa oferta de hospedagens à beira-mar e um pôr do sol que costuma reunir gente na areia, quase como um ritual diário.

É um destino que costuma provocar admiração em quem só associa o Peru a montanhas e ruínas, mostrando que esse país é ainda mais surpreendente do que pensávamos. 

30. Vinicunca (Montanha das Sete Cores)

Também chamada de Montanha Arco-Íris, a Vinicunca é um fenômeno geológico natural: camadas minerais de diferentes composições foram se sedimentando ao longo de milhões de anos, criando faixas de cores que vão do rosa ao dourado.

A trilha até o mirante principal, a mais de 5.000 metros, é considerada de dificuldade moderada, mas o principal desafio costuma ser a altitude elevada (recomenda-se estar bem aclimatado antes de encarar o passeio).

O acesso costuma ser feito em excursões de um dia saindo de Cusco, geralmente com saída bem cedo pela manhã, tanto para evitar as multidões quanto para aproveitar a luz mais bonita sobre as cores da montanha.

31. Lago Titicaca

O lago navegável mais alto do mundo é compartilhado entre Peru e Bolívia e guarda uma cultura milenar única.

Vale conhecer a Ilha Taquile, com suas tradições têxteis reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial, e a Isla del Sol, do lado boliviano, considerada o berço mitológico do Império Inca.

A paisagem, com o azul intenso da água contrastando com o céu andino, já compensa, mas é o contato com as comunidades locais, que ainda vivem de pesca e artesanato tradicional, que torna a experiência marcante.

32. Salar de Uyuni

Antes de falar desse destino espetacular, um parênteses necessário: a Bolívia vive, em 2026, um momento de instabilidade política e econômica. Houve mudança de governo no fim de 2025 e, desde então, o país tem enfrentado protestos e bloqueios de estradas.

Isso não significa que ele esteja fechado ao turismo, mas vale a pena checar notícias atualizadas antes de preparar seu roteiro, para saber se é o momento ideal de viajar ao país. 

Dito isso, o Salar de Uyuni é, sem dúvida, um dos destinos mais incríveis do planeta.

Na época de chuvas, geralmente entre dezembro e abril, o maior deserto de sal do mundo forma uma fina camada de água sobre o sal, criando um efeito espelhado que faz céu e chão se confundirem.

Na estação seca, o salar vira um imenso tabuleiro branco. 

Vale complementar o roteiro com o Cemitério de Trens, próximo à cidade de Uyuni, e as lagoas coloridas da região, repletas de flamingos-andinos.

33. Cartagena das Índias

Com seu centro histórico murado, Cartagena reúne carisma e energia caribenha com suas ruas coloridas, balcões floridos e vida noturna animada.

A Ciudad Amurallada é o coração turístico da cidade, mas vale também conhecer o bairro de Getsemaní, cheio de arte de rua, e o Castillo San Felipe de Barajas, uma das maiores fortificações espanholas já construídas nas Américas.

Perto dali, as Islas del Rosario oferecem um contraponto de praia e mergulho para quem quer fugir um pouco do agito, com passeios de barco saindo diariamente do porto local.

34. Parque Nacional Tayrona

Na costa caribenha da Colômbia,o Parque Nacional Tayrona combina floresta tropical densa com praias de areia clara e águas cristalinas.

A caminhada até praias como Cabo San Juan, em meio à mata, faz parte da vivência. E também funciona como um filtro natural, já que boa parte dos visitantes desiste no meio do caminho, deixando as praias mais preservadas.

O parque também é território ancestral de povos indígenas da região, como os Kogui, o que reforça a importância de visitar com respeito às regras de preservação ambiental e cultural do local.

35. Medellín

Conhecida como a Cidade da Eterna Primavera, por conta do clima ameno o ano inteiro, Medellín passou por uma transformação urbana impressionante nas últimas décadas, tornando-se um dos destinos mais celebrados da Colômbia.

O sistema de teleféricos urbanos, que conecta bairros antes isolados ao centro da cidade, é hoje símbolo dessa transformação e também um passeio turístico, com vistas panorâmicas de toda a região metropolitana.

O bairro de El Poblado concentra boa parte da vida gastronômica e de hospedagens, enquanto a Comuna 13, antes marcada pela violência, é casa de arte urbana, com escadas rolantes ao ar livre e murais que contam a história da comunidade.

36. Guatapé e a Pedra do Peñol

A pouco mais de duas horas de Medellín, Guatapé é um dos vilarejos mais fotogênicos da Colômbia: casas coloridas com painéis decorativos em relevo cobrem praticamente toda a fachada das construções do centro.

O grande cartão-postal da região, porém, é a Pedra do Peñol, um monólito de granito de mais de 200 metros de altura que se ergue isolado em meio à paisagem de lagos artificiais criados por uma represa. Uma escadaria de mais de 700 degraus leva até o topo.

Do mirante, a vista é de suspirar: um labirinto de ilhas e braços de água que parecem ter sido desenhados a dedo.

37. San Andrés

Uma ilha colombiana no Mar do Caribe, San Andrés é famosa pelo chamado “mar de sete cores”

Esse nome é por conta das diferentes tonalidades de azul e verde que a água assume conforme a profundidade e o tipo de fundo marinho.

A ilha é pequena e pode ser percorrida de bicicleta ou scooter, com paradas em praias como Johnny Cay e na Piscina Natural do Hoyo Soplador, uma fenda nas rochas onde a água jorra como um gêiser quando as ondas batem com força.

O mergulho também é um forte atrativo, com recifes bem preservados e a possibilidade de conhecer naufrágios submersos, parte da longa história marítima e pirata que envolve a região.

38. Caño Cristales

Caño Cristales, Colômbia
Mario CarvajalCC BY 3.0, via Wikimedia Commons

Conhecido como o “rio de cinco cores” ou “o rio que fugiu do paraíso”, o Caño Cristales fica na região da Serranía de La Macarena, na Colômbia.

Durante uma janela específica do ano (geralmente entre julho e novembro), o rio assume tons de vermelho, rosa, amarelo e verde, criando um efeito multicolorido que parece pintado à mão.

O acesso a esse recanto é bastante restrito e regulamentado, sempre por meio de guias autorizados, para preservar seu ecossistema sensível e único.

39. Los Roques

Assim como fiz com a Bolívia, preciso de um adendo aqui. A Venezuela vem enfrentando uma crise política e institucional de grandes proporções. Por isso, neste momento, infelizmente, não recomendo viagens ao país. 

Los Roques é um arquipélago no Mar do Caribe, formado por dezenas de ilhotas e cercado por um dos recifes de corais mais preservados da América Latina, com águas de um azul-turquesa quase irreal.

O acesso à maioria das ilhas é feito de barco a partir do povoado de Gran Roque e a experiência por lá costuma envolver praias praticamente desertas, mergulho e a observação de aves marinhas.

Um verdadeiro paraíso, à espera de dias mais tranquilos para receber turistas com segurança novamente.

40. Monte Roraima

Monte Roraima, que fica entre o Brasil, Venezuela e Guiana
Marcelo AlexCC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Uma das formações rochosas mais famosas do mundo, o Monte Roraima fica na fronteira entre Venezuela, Brasil e Guiana.

A subida ao topo, feita geralmente pelo lado venezuelano, a partir da cidade de Santa Elena de Uairén, é uma expedição de vários dias. Desafio recompensado por uma paisagem de outro mundo: rochas esculpidas pelo tempo, piscinas naturais e uma vegetação que só existe naquele topo isolado.

Dada a situação atual da Venezuela, mencionada no item anterior, essa expedição também deve ser reconsiderada por ora, priorizando sempre informações de segurança atualizadas antes de qualquer planejamento.

41. Mérida

Cidade venezuelana conhecida por já ter abrigado o teleférico mais alto do mundo, o Teleférico de Mérida, que ligava o centro da cidade ao Pico Espejo, a mais de 4.700 metros de altitude.

A região é cercada pela Cordilheira dos Andes. Isso a torna um destino tradicional de trekking, esportes de aventura e contato com a cultura camponesa andina, bem diferente do restante do país.

Assim como os demais destinos venezuelanos desta lista, Mérida segue sendo um lugar de beleza reconhecidíssima, mas que hoje pede cautela de quem pensa em visitar o país.

42. Canaima

Canaima, Venezuela
NileGuide.comCC BY 2.0, via Wikimedia Commons

O Parque Nacional Canaima, também na Venezuela, abriga o Salto Ángel. Trata-se de uma queda d’água com mais de 900 metros de altura (quase 20 vezes mais alto que as Cataratas do Iguaçu).

A paisagem ao redor, formada por savanas e rios, é um dos cenários naturais mais impressionantes de toda a América do Sul.

Reforço, mais uma vez, a mesma recomendação dos destinos venezuelanos anteriores: acompanhe os canais oficiais de segurança antes de considerar essa visita, por mais espetacular que o destino seja.

43. Quito

A capital equatoriana tem o mérito histórico de ter sido, ao lado de Cracóvia, a primeira cidade do mundo declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, graças ao seu extenso e  preservado centro histórico.

Igrejas cobertas de ouro, como a Compañía de Jesús, dividem espaço com mirantes que revelam vulcões ao redor, já que Quito fica cercada por eles, incluindo o Cotopaxi e o Pichincha.

Outro programa clássico é visitar a Mitad del Mundo, monumento que marca ,de forma simbólica, a divisão entre os hemisférios norte e sul do planeta.

44. Baños

Baños, Equador
Foto de Shad Meeg na Unsplash

Aos pés de um vulcão, Baños é a capital da adrenalina no Equador: rafting, escalada e bungee jump fazem parte dos atrativos voltados para quem gosta de esportes radicais.

O nome do lugar vem das fontes termais naturais, aquecidas justamente pela atividade vulcânica da região. E as termas são um contraponto relaxante depois de um dia inteiro de atividades mais intensas.

A famosa Casa del Árbol, uma pequena estrutura de balanço suspensa e com um vistão, virou um dos cartões-postais mais compartilhados do país.

45. Ilhas Galápagos

Laboratório vivo de evolução, as Ilhas Galápagos foram fundamentais para que Charles Darwin desenvolvesse importantes estudos. E seguem sendo um dos destinos de vida selvagem mais interessantes de todo o globo.

Tartarugas gigantes centenárias, iguanas marinhas, leões-marinhos que dividem a praia com banhistas e uma diversidade absurda de aves tornam cada ilha uma surpresa diferente.

O acesso é regulamentado e caro, geralmente feito por meio de cruzeiros ou hospedagens com passeios guiados obrigatórios. Mas quem visita costuma dizer, sem exagero, que muda a forma de ver a natureza.

46. Guayaquil

O maior porto e centro econômico do Equador também reserva bons motivos para uma parada. Especialmente na região do Malecón 2000, um extenso calçadão revitalizado à beira do Rio Guayas.

O bairro de Las Peñas, com casas coloridas e ruas de pedra subindo o Cerro Santa Ana, guarda o centro histórico da cidade e um mirante com vista de toda a orla.

Guayaquil também funciona como principal porta de entrada aérea para quem vai visitar as Ilhas Galápagos.

47. Parque Nacional Defensores del Chaco

No Paraguai, esse é um dos maiores parques nacionais do país e um dos redutos de biodiversidade menos visitados de toda a América do Sul.

A vegetação seca e espinhosa abriga uma fauna impressionante, incluindo onças-pintadas e tamanduás-bandeira.

É um destino para viajantes bem preparados, dada a distância e a infraestrutura reduzida da região. Em contrapartida, por isso mesmo, uma oportunidade rara de contato com uma natureza quase intocada.

48. Ruínas Jesuíticas de Trinidad

Ruínas de Trinidad, Paraguai
rodolucaCC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Reconhecidas pela UNESCO como Patrimônio Mundial, as Ruínas de Trinidad são os vestígios mais bem preservados das antigas missões jesuíticas-guaranis que existiram no Paraguai entre os séculos XVII e XVIII.

Caminhar entre as colunas de pedra da igreja principal, ainda com detalhes esculpidos visíveis, e pelas ruínas das antigas oficinas e moradias indígenas, dá uma dimensão real do que foi esse experimento de convivência entre missionários e povos guaranis.

O sítio fica relativamente perto de Encarnação, no sul do país, o que permite combinar a visita com outros pontos históricos da área.

49. Saltos del Monday

Saltos del Monday, Paraguai
Garcia.dennisCC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Menos famosas do que as Cataratas do Iguaçu, mas nem por isso menos belas, as quedas d’água do Rio Monday ficam a poucos minutos de Ciudad del Este, no Paraguai.

Com cerca de 40 metros de altura, os saltos podem ser observados de diferentes mirantes. Para quem busca mais adrenalina, também é possível fazer rapel ao lado da própria queda d’água.

Por ser menos concorrida do que sua vizinha mais famosa, a visita costuma ser tranquila, sem as multidões típicas do lado brasileiro ou argentino do Iguaçu.

50. Puno

Puno, Peru
IncacityCC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Voltando às terras peruanas para fechar a lista de melhores destinos da América do Sul com chave de ouro.

Puno é uma cidade conhecida como a Capital Folclórica do Peru, por conta da riquíssima tradição de danças e festivais que acontecem por lá.

Se o seu roteiro incluir o Lago Titicaca (sobre o qual já falamos mais acima), vale passar ao menos uma noite na cidade. Você terá uma experiência de imersão cultural que poucos lugares do mundo oferecem.

E aí, quantas dessas belezas você já conhece? Quantas ficou com vontade de conhecer? E quais outras não foram mencionadas, mas merecem estar aqui? Espero que este artigo tenha lhe proporcionado muitas inspirações e novos desejos de desbravar nosso continente. Boa viagem!

Oi! Tudo bem por aí?  
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            As recomendações feitas no Viagem Latina são baseadas em minhas próprias experiências ou em uma avaliação cuidadosa de muitas outras opiniões reais. 

Quando você adquire um produto ou serviço através de links parceiros, não paga nada a mais por isso e ajuda a financiar o blog. 

Obrigada! ♥ 
                                                                                                                                                                                 Reserva de hospedagem: via Booking                                                                                                                  Ingressos e passeios: via Get Your Guide                                                                                                                  Review de hotéis e restaurantes: via Tripadvisor                                                                                                                     Itens de viagem e outros: via Amazon

Deixe um comentário